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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Dança Meleah-laff

Afinal, que dança é essa?

Comentei sobre essa dança lá no post de Dança Balady porque ela é, de certa forma, uma dança balady. Existe esse mito, de que é uma dança surgida no início do século XX, em que as mulheres realizavam para atrair os marinheiros do porto. Se você for lá no post sobre Semsemeya, essa frase vai fazer mais sentido. Claramente, ocorreu uma má interpretação ao longo dos anos.


Foi uma dança que, durante muito tempo, foi "vendida" como um folclore típico do Egito. Hoje, o que se diz é que foi uma performance criada pelo bailarino e coreógrafo Mahmoud Reda, inspirada na mulher balady que é feminina, cômica e sensual:


O figurino dessa dança foi inspirado em um traje tradicional muito usado pelas mulheres no Egito, no início do século 20, nos grandes centros urbanos do Egito, como Cairo e Alexandria. O véu era preto, feito com tecido grosso, escuro e pesado, enrolado ao corpo, da cabeça aos pés, como sinal de respeito e dignidade. Um acompanhamento usual desse traje era o chador.

Cairo e Alexandria foram grandes cidades em termos de difusão cultural e temos 2 tipos de meleah, que representam essas cidades. No meleah do Cairo, o vestido é mais ousado e a dança é mais alegre, solta, extrovertida. Geralmente falam de amor ou cotidiano:


O Meleah do litoral é conhecido como Dança da Alexandria (iskandarani) e a bailarina utiliza vestidos mais curtos e músicas que falam muito do mar, da vida dos pescadores. Na década de 40, Alexandria era a principal cidade de veraneio do Egito. Os turistas eram atraídos pelas praias e pelos balneários elegantes. O meleah estava na moda e compunha o vestuário das mulheres, mas o clima quente obrigavam-nas a usar vestidos leves e o lenço deveria protegê-las de olhares maliciosos. Você pode identificar esse tipo de meleah ouvindo as palavras iskandarani, buró, meleah, galabia e a dança é mais discreta e "calma" do que a meleah do Cairo:


Música para Meleah-laff não é nada fácil, caso você ache que colocar qualquer música do Hakim será o suficiente. Por ser uma dança inventada, o ideal é você escolher músicas criadas para dança Meleah-Laff e não qualquer shaabi ou pop egípcio. Um ritmo que é encontrado comumente nas músicas para meleah é o ritmo malfuf acelerado (fallahi).

E aí, o que você acha agora: é um folclore ou não?

Fontes: Webartigos, Munira Magharib.

Bauce kabir,
Hanna Aisha

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Para dar uma estudada... literalmente (11)

A Aysha Almeé é fonte de estudos sim, mas junto disso, vem a inspiração. Ela exala feminilidade, sensualidade, delicadeza. Quer trabalhar sua leitura para taqsim? Preste atenção nesse vídeo:


Bauce kabir,
Hanna Aisha

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Dança com Snujs

Snujs são címbalos de metal, muito presentes nas músicas árabes. É um acessório comumente tocado pelas bailarinas e item quase obrigatório na dança das ghawazee.

Eu, particularmente, super curto dançar com os snujs, mas confesso que ele tem estado de lado um pouquinho por estar mais focada em outras coisas na dança.

Tenho dois pares: um menor, para restaurantes e outro maior, para palco. As sonoridades são bem diferentes e sim, existem qualidades diferentes de snujs. Logo, se você quer comprar um de boa qualidade para sair um som legal, informe-se com quem comprar! Para treinar, você pode ter um menor e mais barato.

Existem duas maneiras de tocá-los:
1) Batendo no DUM com sua mão mais firme (costuma ser a que você escreve)
2) Batendo no DUM com as duas mãos

Os TAKA são marcados na sua mão menos firme.

A melhor maneira de aprender a tocar snujs é acompanhando um ritmo puro, ou seja, somente um ou dois derbackes, com, no máximo, um snujs ou rif para acompanhar. Assim, fica mais claro para você entender e fixar a estrutura do ritmo. Já viu meu post sobre ritmos?

Após você conseguir a segurança de tocar, durante um bom tempo, o ritmo puro, você começa a associar os movimentos junto dele. Depois disso, você começa a estudar uma música completa mesmo. No blog Cadernos de Dança, tem muitos ritmos para você estudar.

Aqui, um vídeo da Carlla Sillveira, com uns exercícios bem legais para você acostumar com o toque, antes de você pegar nos ritmos em si:


Você não precisa dançar a música toda tocando os snujs! Você pode tocá-lo eventualmente durante a música. Agora, o tchan da coisa não é ficar fazendo TAKA o tempo todo e sim, tocar no ritmo da música, preenchendo ou não o ritmo e com floreios. Aí sim, você vai demonstrar habilidade!

Não é exatamente simples, requer um treino longo e contínuo. Mas vale a pena porque você ainda consegue aprender diversos ritmos e, com isso, você nunca mais ouvirá as músicas árabes da mesma maneira!

Aqui nesse vídeo, eu fiz uma dupla com o super bailarino de sapateado, Alexei Henriques, onde criamos a música com base no seu sapato e nos meus snujs. O resultado ficou ótimo!


Bom treino!
Bauce kabir,
Hanna Aisha
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